Descontos, acréscimos e parcelamento
"Sem juros" quase nunca é sem juros — o preço à vista denuncia a taxa.
De R$ 200. Cada etiqueta multiplica por um fator — e os fatores não somam.
A ideia, em 3 parágrafos
Acréscimo é multiplicar por (1 + i); desconto, por (1 − i). E descontos sucessivos multiplicam os fatores, não somam: 20% e depois 10% dá 0,8 × 0,9 = 0,72, ou seja, 28% de desconto total — não 30%. A ordem não importa (multiplicação é comutativa), mas a conta não é a soma, e a loja sabe disso quando anuncia "30% + 10% de desconto".
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Fator de acréscimo e de desconto; descontos sucessivos e por que multiplicam.
Parcelamento "sem juros" tem um teste de um segundo: existe desconto à vista? Se a loja vende por 1.000 à vista ou 12× de 100 (total 1.200), então os juros existem e estão embutidos — você está pagando R$ 200 pelo prazo. O preço à vista é o valor real da mercadoria; a diferença é o preço do tempo.
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Achar a taxa embutida num parcelamento; valor presente em uma linha.
Daí sai a decisão financeira de verdade. Vale parcelar sem juros? Sim — se não houver desconto à vista e você aplicar o dinheiro: o rendimento fica com você em vez de com a loja. Vale antecipar parcelas? Só se o desconto oferecido for maior que o rendimento que seu dinheiro teria parado. Toda escolha de pagamento é uma comparação entre duas taxas: a embutida na compra e a que seu dinheiro rende. Quem não faz essa conta paga exatamente por não fazê-la.
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Parcelar e investir × pagar à vista; antecipação de parcelas; o custo de oportunidade.
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